domingo, 27 de março de 2011

Teatro?

Certa vez perguntaram o que o teatro significa para mim, e assim respondi:


Teatro é o manifesto de uma alma que grita, que anseia por liberdade. É a fuga da realidade trivial para um mundo moldável e sem limites, onde todas as personalidades são possíveis e livres de julgamento. É o riso e o choro. O encontro entre sinônimos e antônimos. Um misto de emoções e sensações que emanam de gestos, palavras e olhares. É mais que uma troca de experiências entre palco e platéia, é expressar algo intrínseco ao ser humano em sua essência.


27 de Março - Dia Mundial do Teatro

sábado, 19 de março de 2011

Momento MPB

Compartilhando o meu momento MPB.



Quero que você me traga
Que você me trague
Quero que você me trombe
Que você me estrague

Quero que você me beije, baby
Que me beba e babe
Quero que você me pinte
Que me pegue e pague

Que você me cubra
Que você me cobre
Que você me cure
Que você me core
Que você me cace
Que você me coce

Quero que você me adote
Que você me adore
Quero que você me exploda
Que você me explore


Quero que você me cheire
Que você me chore
Quero que você me xingue
Que você me choque

Que você me livre
Que você me leve
Que você me lavre
Que você me lave
Que você me louve
Que você me love

Traga, trague, pegue, pague, xingue, explore
Cheire, chore, choque, livre, leve, love

domingo, 13 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Identidade

Conhecer a si mesmo é como uma jornada sem rota. Quando você pensa que está chegando perto do fim, aparecem esquinas, desvios, atalhos e caminhos sinuosos pelos quais nos perdemos e permanecemos vagando por alamedas mentais.

Hoje percebi tamanha complexidade dentro de mim, e mais do que nunca tive certeza que somos tudo o que vemos, sentimos, comemos, tocamos e ouvimos. Uma sequência numérica e uma foto 3x4 não definem nossa identidade. Tudo é repertório. Tudo é referência. Somos o que gostamos, mas será que sempre gostamos do que somos? Fica a pergunta.

terça-feira, 8 de março de 2011

Diácrono


Sexta, 25 - a troca de olhares.
Segunda, 28 - o chamado, a doença.
Terça, 01 - o contato, o encanto.
Quarta, 02 - a distância.
Quinta, 03 - o reencontro.
Sexta, 04 - o imprevisto, o improviso.
Sábado, 05 - o pedido, o pecado.
Domingo, 06 - a saudade.
Segunda, 07 - a insegurança, o vazio.
Terça, 08 - a dúvida, a angústia.
Quarta, 09 - a ansiedade.

Palavras deveras vagas, mas uma cronologia digna de cinema. Quem sabe o que a sequência reserva, porque o final está longe de começar.

Vazio

Hoje, mais do que nunca, senti a fria punhalada da sua ausência. E não importava quão frenética pulsava a melodia ou quão radiante o ambiente parecia... Você não estava lá. Deparei-me cercado pela multidão e ainda assim me senti a pessoa mais solitária, única gota d'água na imensidão de um deserto sufocante. Tudo o que precisava era você, mas você não estava lá. De relance contemplava em minha mente flashes de sua face, lembranças dos nossos momentos... Ausência e presença. Saudade.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Querer Demais...

Por vezes queremos coisas inalcançáveis, coisas além de nossas vontades... E mesmo assim continuamos querendo com todas as forças de nosso âmago, obcecados pelo desejo. Ontem, ao assistir Cisne Negro, percebi que talvez o pior e mais devastador desejo seja o da perfeição. Almejar a perfeição é uma tarefa complexa, pois o ápice da excelência nos faz cometer sacrifícios. Não cabe a mim redigir spoilers, mas para quem ainda não viu o filme, indico.


Quero demais, quero intensamente. Temo ultrapassar limites invisíveis na busca dos meus desejos. É uma provação pessoal, um ato de desespero. Seria para agradar aos outros ou a mim mesmo? Não sei. 
Eu quero. Eu consigo. Almejar nunca é demais.

Entre Olhares e Sorrisos, Você.

És como estrela cadente em noite escura, iluminando tudo a sua volta. E as outras estrelas param diante de ti para admirar-te. Estrelas assim são raras; Diferentes das outras, que sempre estão no infinito a cintilar, elas passam pela vida das pessoas e sempre levam algum sonho, algum desejo, ou até um sorriso. Assim como você...

Tens no olhar a essência da luz. Olhos que brilham irradiando a pureza da alma, capazes de seduzir ao serem contemplados. O sorriso no semblante de tua face encanta como magia, enfeitiça corações com teu carisma. És afável como a pluma. És a flor num jardim de espinhos. És especial. E mais que tudo... É meu amor.
~M. do Syg~

domingo, 6 de março de 2011

Prólogo

Comecemos pelo princípio, o nascimento, a gênese... Aquilo que surge para um propósito. Afinal, nascemos almas cruas, mas nos eternizamos como mutáveis monólitos. Não moldados pelo vento ou pelas águas, mas pelos ensinamentos, relacionamentos e experiências adquiridas em vida. Seria isso livre arbítrio? Destino talvez... O que sei é que embora tudo pareça intensamente forjado, o único templo que permanece intocável é a nossa mente; A que abriga segredos e sonhos, lembranças e lamentos, desejos e devaneios. E eis que chegamos ao propósito deste compêndio de memórias... Eis que surgem os desvelados devaneios de um homem, às vezes criança, às vezes tolo, às vezes sábio, mas acima de tudo, ser pensante.